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Balanço das ações de formação da Escola Lusa de 2025




ENQUADRAMENTO.

A certificação da Escola Lusa chegou em novembro de 2022.
A DI decidiu que devíamos avançar com um curso interno para todo o universo de jornalistas (são 306) independentemente dos vínculos profissionais com a empresa.

O Curso foi denominado Jornalismo de Agência II,  cinco módulos, 20 horas de formação, quatro horas diárias distribuídas por cinco dias, das 09:30 às 13:30.



Balanço das atividades de formação realizadas em 2025  no âmbito da Escola Lusa

Formação Interna:

Plano formativo estabelecido para concretizar num prazo de dois anos, para o universo total de jornalistas da agência Lusa, incluindo colaboradores pontuais, correspondentes nacionais do continente e regiões autónomas mas também os correspondentes internacionais das redes externa e da Lusofonia.

Foi elaborado pela coordenação e formadores da Escola Lusa um plano pedagógico para um curso que foi denominado Jornalismo de Agência II. Englobando cinco módulos, 20 horas de formação, quatro horas distribuídas por cinco dias da semana, entre as 09:30 e as 13:30.
A definição deste modelo concentrado nas manhãs teve o propósito de permitir que todos os jornalistas em formação não ficassem dias inteiros afastados da sua função jornalística, dispondo ainda de algumas horas em cada dia de formação para a produção de notícias.

Foram organizados os grupos de forma a não perturbar de forma grave nenhuma editoria e feito um calendário.

No total foram 21 grupos de jornalistas. O primeiro grupo realizou-se em fevereiro de 2023 e o 21.º ocorreu em abril de 2025.

Durante 2025 realizaram-se as ações formativas para quatro grupos, envolvendo um total de 65 jornalistas da casa:

Estiveram envolvidos em todas estas ações 10 formadores certificados, que são jornalistas no ativo da agência Lusa, para além de 25 convidados para ministrarem módulos especializados, alguns em funções internas da redação, outros convidados externos.

Formação para estudantes universitários:

Destinada a enquadrar os estudantes que vão realizar estágio curricular na redação da Lusa. Tem o objetivo de facilitar a sua integração na organização da empresa, na filosofia e objetivos de uma agência de notícias que realiza serviço público. Permite aos alunos que compreendam e saibam usar as técnicas do jornalismo de agência, cumprindo os critérios de rigor estabelecidos no Livro de Estilo da agência.

Realizaram-se durante 2025 dois cursos para estagiários (Jornalismo de Agência Inicial).
O Curso tem 5 módulos, 30 horas, distribuídas por cinco dias, seis horas por dia (das 10:00 às 17:00)

Este curso é oferecido pela agência Lusa de forma gratuita a todos os alunos que se candidatam a estágio, desde que estejam enquadrados num protocolo entre a Lusa e as respetivas Faculdades.

Realizaram-se durante 2025 dois cursos para estagiários, em fevereiro e setembro (Jornalismo de Agência Inicial).

Concluíram os dois cursos 24 estudantes licenciados, alguns deles a terminar mestrado.


Formação para jornalistas de países de Língua Portuguesa:

Agência Inforpress de Cabo-Verde:

No âmbito das parcerias de formação com redações de países lusófonos, realizaram-se mais dois módulos de formação presencial, na Praia, para jornalistas da Inforpress, envolvendo 4 formadores da Lusa, para um grupo de 40 jornalistas da agência cabo-verdiana e de outras redações locais.
Formou-se em jornalismo especializado (justiça, economia e política) e também em Jornalismo Multimédia e Fotojornalismo.

Trata-se do ambicioso plano de formação para jornalistas caboverdianos, que durará três anos e terminará em dezembro de 2026, envolvendo seis sessões, nove módulos e 13 formadores da agência Lusa.

A totalidade de profissionais da agência de Cabo Verde beneficia desta formação (40 jornalistas) que alargou-se em alguns módulos a mais jornalistas de outras redações.

No âmbito deste programa, financiado pelo Instituto Camões, realizaram-se sessões públicas nas universidades sobre temas relacionados com o Jornalismo e com a Literacia para os Media.


Agência de Notícias da Guiné (AGN):


A agência pediu o apoio da Lusa para a realização de uma formação para os jornalistas da redação guineense. Foram iniciados os contactos e estão ser feitos esforços para se conseguir um programa com financiamento da Cooperação portuguesa.


CEFOJOR, Angola:

A Parceria com o Centro de Formação de Jornalistas de Angola (CEFOJOR) permitiu que dois jornalistas da Lusa realizassem uma semana de formação em Luanda para cerca de 60 jornalistas de diferentes redações angolanas. O foco esteve no jornalismo Multimédia, ferramentas de combate à desinformação e enquadramento da IA no contexto jornalístico.

A agência Lusa já tinha realizado alguns projetos com a escola de formação de jornalistas de Angola, o CEFOJOR, tendo em 2024 realizado uma ação, por Teams, dedicada à importância dos títulos e metadados.


Timor-Leste:

Uma delegação de responsáveis do governo timorense, da área da comunicação social, acompanhados da embaixadora de Timor-Leste em Lisboa estiveram recentemente em visita à agência Lusa, tendo pedido o apoio da Lusa para a formação de jornalistas timorenses. O processo de financiamento, que é sempre moroso e minucioso, deverá ser planeado e trabalhado em 2026. 

Sessões de Literacia Mediática:

São cada vez mais as universidades e escolas a pedirem a participação da Lusa em iniciativas sobre a desinformação.

As sessões têm sido desenvolvidas em dois modelos diferentes:

- Enquadradas numa visita à redação da Lusa
- Em espaço escolar ou universitário

Visitas de estudo à agência Lusa:

As visitas de estudo à agência Lusa deixaram de ser apenas uma visita de observação e passaram a ter mais conteúdo:

Modelo adotado
e sempre sob avaliação para ser melhorado. Adaptado ao tipo de audiências, grau académico, área de formação, idades, etc.

- Explicar o que é uma agência de Notícias e descrever a importância da agência Lusa, o Serviço Público e o seu papel no panorama mediático português, nos países da Lusofonia e nas Comunidades Portuguesas no mundo.

- O jornalismo (de agência) tem algumas especificidades em relação ao jornalismo genérico dos órgãos de comunicação social. Somos ‘retalhistas’. Trabalhamos para redações. Os nossos clientes são profissionais de jornais, rádios, televisões, sites. Isso obriga-nos a uma escrita própria, com regras muito estritas e uma obrigação especial de rigor.

- Aproveitamos uma audiência jovem para abordar a Literacia para os Media.
Nunca deixamos de falar da tragédia global que está a ser a desinformação. A Lusa participa em vários projetos de combate à desinformação e está a desenvolver um plano para promover sessões de literacia mediática para universidades e escolas de todo o país. Aqui fazemos uma abordagem ao tema, damos exemplos e lançamos o debate.

- Por fim, achamos fundamental abrir espaço para perguntas. Esta costuma ser a parte mais rica da sessão. Os alunos trazem sempre perguntas muito interessantes e desafiantes.

- No final, uma visita pela redação, que gera normalmente alguns momentos de interatividade com os jornalistas que na altura estiverem menos pressionados com trabalho e estejam disponíveis para responder a perguntas e falar um, pouco do que estão a fazer.

 


Realizadas em 2025:

Sessões de Literacia em visitas à Lusa ou em Escolas, universidades e outras entidades:

Gondomar 13jan25 (100 alunos + 5 prof)
Sessão Guiné-Bissau (30 jornalistas)
Valongo seniores 24abr25 (80)
ESCS Rel Públicas 29abr25 (10)
Escola Seixal 20fev25 (100 + 10 prof)
Portalegre 06mar25 (44 + 6 profs)
Abrantes 13mai25 (25+3profes)
Psicologia sessão 18jun25 (20 alunos)
PSP Porto 29out25 (30)
Escola Garcia de Orta 24nov25 (100 alunos + 4 prof)
GNR Porto 26nov25 (60)
Católica Tradução 30abr25 (10)
Jornal Escolar 04dez25 (71 + 15 prof)
Visita à Lusa das escolas do Seixal 10dez25 (42 alunos e 13 professores)
Cefojor Angola 31jul25 (60 jornalistas)
Cursos JAI 2 sessões (24 alunos Jornalismo)
Cursos JAII 4 sessões (65 jornalistas da Lusa)

Total de pessoas envolvidas nas 21 sessões: 914

Das quais, 413 Alunos do secundário; 133 Alunos universitários; 56 Professores; 155 Jornalistas; 80 Seniores; 90 Agentes de segurança


‘Workshops’ realizados no Espaço Noémia de Sousa, com possibilidade de participação através de transmissão em Teams:



- Duas Sessões sobre Violência Sexual para Jornalistas da Lusa – fevereiro e setembro com a colaboração da Associação Quebrar o Silêncio, com a duração de duas horas.
Participaram 24 jornalistas e estudantes universitários a estagiar na Lusa.


 Em relação a Formação editorial para jornalistas, desenvolveram-se mais dois cursos:

Inteligência Artificial para Jornalistas, que envolveu 160 jornalistas e pessoal administrativo da empresa. A formadora do Cenjor, Ana Pinto Martinho, desenvolveu esta sessão desenhada para 8 horas, duas manhãs, que suscitou muito interesse.

Jornalismo Económico II - Versão de quatro horas de um curso especializado em jornalismo económico. Envolveu 62 jornalistas da casa.

 

 

 

   N.ºs Totais da Formação

(2025)



65 jornalistas da Lusa (formação Interna JAII)
160 jornalistas da Lusa (IA para Jornalistas)
62 jornalistas da Lusa (Jornalismo Económico II)

24 universitários (Jornalismo de Agência I)

     4 formadores de Literacia

10 formadores certificados

25 formadores convidados

40 jornalistas da agência Inforpress, de Cabo Verde
60 jornalistas angolanos, em Luanda
20 jornalistas guineenses, em Bissau
21 sessões de Literacia Mediática
914 pessoas assistiram às sessões de Literacia


visitas de estudo à Lusa

(de turmas de escolas e universidades)

62 jovens estudantes de escolas e universidades

 (nas visitas de estudo à Lusa)

13 professores de escolas e universidades

 (nas visitas de estudo à Lusa)


10 sessões de Literacia em Escolas, Universidades e outros

(de turmas de escolas e universidades, forças de segurança e universidade sénior)

 

90 oficiais da PSP e da GNR

(forças de segurança)

80 seniores

(de Valongo)

413 Alunos do secundário

(de várias escolas)

133 Alunos universitários

(de várias universidades)

56  Professores

155 jornalistas




sessões de Literacia feitas no âmbito da formação interna na Lusa

(para 65 jornalistas da redação)

 

2 sessões de Literacia feitas no âmbito do curso para estagiários

(para 24 alunos das universidades)


1 sessão de Literacia feita no âmbito do curso para jornalistas angolanos

(para 60 jornalistas angolanos, no CEFOJOR, em Luanda)

 

 

1 sessão de Literacia feita no âmbito de curso para jornalistas guineenses

(para 20 jornalistas  guineenses, na Cooperação portuguesa, em Bissau)



                                     

914 pessoas 

                   

                                                 

(assistiram às 21 sessões de Literacia Mediática realizadas em 2024)

 

 

Formadores:

Participaram nas várias sessões de Literacia Mediática nas instalações da Lusa, nas escolas, universidades e outros espaços municipais, os seguintes jornalistas da Lusa:


João Pedro Fonseca (Formação)
Jorge Fonseca (Porto)
Paulo Agostinho (Sociedade)
Paulo Nogueira (Internacional)


PS: Sempre que possível, as sessões realizam-se com dois formadores.

OUTROS PROJETOS em curso:

Parceria pós-graduação em Jornalismo Desportivo com a ESCS – já executados dois estágios imersivos – maio de 2023 e maio de 2024. Decorre vagora estágio já em novo formato, maias dinâmico e motivador para os alunos.

Doutoramento da investigadora Amanda Seruti, na Lusa, sobre o tema da desinformação: “Porque é que as pessoas caem em notícias falsas? O impacto das meta-percepções intergrupais na crença e na partilha de informações falsas e enganosas”

Parceria da Lusa no Projeto de combate à desinformação da investigadora do Departamento de Psicologia do ISCTE Margarida Guerreiro. “Este projeto visa capitalizar nos enviesamentos cognitivos nos quais as pessoas incorrem no dia a dia - como as ilusões de verdade, ilusões de falsidade, má atribuição da fonte, etc - para desenvolver estratégias para contrariar /corrigir a desinformação. Especificamente, testar o papel da repetição e da semelhança entre a informação original e a sua correção.”

 

Parceria com o INESC-TEC do Porto num projeto sobre narrativas com IA com base em notícias da Lusa, StorySense.

 

 Previsões para 2026:



Preparação de um novo grande ciclo de formação interna, integrando novos temas e aprofundando outros: Será o Curso de Jornalismo de Agência III

Mais duas edições do Curso de Jornalismo de Agência Inicial (fevereiro e setembro)

Mais dois ‘workshops’ sobre Violência Sexual para Jornalistas

Curso Interno sobre o Uso de Inteligência Artificial na redação – ferramentas (em avaliação)

Mais sessões de Literacia Mediática em escolas e Universidades e na sede da agência Lusa.

Mais visitas de estudo na redação da agência Lusa em Lisboa:


Curso de Jornalismo Judicial para jornalistas da Lusa.

(vai iniciar em breve, com mais de 60 jornalistas inscritos)

Curso de Multimédia - Edição de Áudio e de Vídeo para jornalistas da Lusa (final do ano)

Mais dois módulos do ambicioso Plano de Formação para a Inforpress, de Cabo-Verde

Início de novo Curso de Inglês para profissionais da agência Lusa -


E novas parcerias, certamente…

Projetos futuros?
Literacia Mediática.

1.Uma equipa mais alargada de formadores de Literacia para os Media – Proposta feita, nas mãos da DI. Em análise

2.Um programa de Literacia a apresentar em escolas, universidades, ONG’s e grupos sociais desfavorecidos. Em vez de esperar pelos pedidos, ser a Lusa a publicitar que está disponível.

+ Formação.
Ajudar a criar pequenas academias de jornalismo em redações dos países de língua portuguesa. Lançámos a semente em Cabo Verde. E vamos apoiar.
Seria uma rede de formação profissional de Jornalismo da Lusofonia.
Envolver a CPLP e o Cenjor? É uma ideia.

Um curso de Fotografia único no País.
A agência Lusa tem as condições para ministrar um curso de Fotojornalismo, essencialmente prático, como não existe em Portugal.

Cursos de elearning na plataforma da Escola Lusa
- Formação Interna básica sobre uso de aplicações e programas ou regras de edição, entre outros temas. (sempre que entra um novo jornalista, passaria a dominar as ferramentas da casa).

- Formação para público Externo sobre temas especializados de Jornalismo. (Uns gratuitos, outros eventualmente pagos, como faz o Poynter Institute)

Formação b-learning para nossos correspondentes e redações nas comunidades portuguesas
- Temas seriam acordados com os jornalistas consoante as necessidades.

Parcerias com universidades para pós-graduações: Lusa ofereceria cadeiras de cariz prático do jornalismo e um estágio final na redação.
- Temos um histórico de três parcerias destas que foram um sucesso: Com o ISCTE, a Universidade Fernando Pessoa e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. A Lusa participou com cerca de uma dezena de jornalistas formadores.

Cursos de Jornalismo para outros profissionais que lidam com a imprensa.
Pequenos cursos destinados a assessores de imprensa, relações públicas de autarquias e de empresas, gestores de comunicação de ONG’s, fundações, associações, etc.
No fundo, seria um programa com temas dirigidos a quem lida com jornalistas, para compreender melhor ‘o outro lado’, de como os profissionais selecionam e hierarquizam a informação que vai ser transformada em notícia.
Teria muito sucesso, porque são frequentes os pedidos de formação nesta área.

 

Futuro.

Ambição? Muita.
Contrato de Serviço Público não contempla verbas para a área da formação, o que limita as possibilidades.
A revisão deste contrato no âmbito do plano da Tutela para os Media poderá contribuir para um reforço de meios que permita maior atividade e objetivos mais ambiciosos.
Quando houver meios, há muito caminho a fazer. E muito potencial.
A Lusa já tem o que é mais difícil de conseguir, numa Escola de Formação Profissional: o prestígio, a excelência da marca.
Os nossos melhores ‘vendedores’ são os jornalistas das redações que são nossos clientes. São eles que vendem o nosso rigor e independência.
Com uma marca de excelência, tudo o que colocarmos no mercado tem sucesso garantido.
Só precisamos de apostar na estrutura da formação e ter meios para essa aposta.

 

Gondomar 13jan25 (100 alunos + 5 professores)

Uma imagem com concerto, vestuário, pessoa, música

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Escola Seixal 20fev25 (100 alunos + 10 professores)
Caso curioso, não estava previsto, mas o presidente da Câmara do Seixal soube da iniciativa e quis assistir.
Esta sessão estava a ser transmitida por Zoom para mais algumas centenas de alunos de todas as escolas do Seixal. Uma iniciativa da autarquia. Não coloquei números porque não tenho forma de saber quantas pessoas estavam nas escolas a ver por Zoom. 

  


Instituto Politécnico de Portalegre 06mar25 (44 alunos do curso de Jornalismo + 6 professores)
Sessão muito interessante porque gerou uma discussão espontânea sobre o jornalismo que se faz nos dias de hoje.
Contou com a rica participação de jornalistas correspondentes no distrito, nomeadamente o Hugo Teixeira, da Lusa, e representou uma tarde de reflexão muito rica e participativa.

 

 
Valongo seniores (universidade Senior) 24abr25 (80)

 

 

 

 

 Cerca de 80 seniores da Academia Sénior de Valongo compareceram no dia 24 de abril no Auditório Dr. António Macedo, para uma palestra sobre desinformação e ‘fake news’, aproveitando o facto de frequentarem as aulas de informática. Com idades entre os 65 e 80 anos, os seniores ouviram a explicação sobre o que é e como funciona a agência Lusa antes de se entrar na tema principal, que rapidamente fez nascer as perguntas.

Na primeira vez, a norte, que o projeto da Escola Lusa entrou em contactou com a população sénior, gerou-se uma interação muito ativa, com estes a quererem perceber o porquê das publicações falsas em sites de órgãos de comunicação social – no teste realizado para apontarem quais são notícias verdadeiras e falsas revelaram dificuldades em decidir – persistindo, alguns, na lógica de que “quem permite essas publicações devia pagar por isso”.

Ficaram surpreendidos quando lhes foi revelado que a Lusa, de madrugada, funciona a partir de Macau e que, nessa mesma data, uma notícia de um incêndio em Santo Tirso foi feita por um colega na redação na Ásia.

Sobre o foco principal da ação da Escola Lusa, alertar esta comunidade para os perigos de utilizarem as redes sociais, mostraram-se atentos, mas percebeu-se que não sabiam, ou não se sentiram à vontade, para perguntar sobre o assunto. As perguntas que aconteceram foram sempre relacionadas com a apresentação e os vídeos que foram exibidos. No final, a vereadora do pelouro da Ação Social, Manuela Duarte, que assistiu à palestra, tomou a palavra para fazer um esclarecimento sobre um tema, situação que pela extensão da sua apresentação dispersou a atenção dos seniores, não sendo possível obter reações destes sobre a palestra.

Ainda assim, a iniciativa da Escola Lusa, até pela data escolhida, mereceu elogios da representante do executivo.
Sessão apresentada pelo jornalista Jorge Fonseca (redação Norte).

 

Turma Comunicação e Relações Públicas ESCS 29abr2025 (10 alunos)

Também acontecem casos como este, em que os alunos se reuniram, pensaram na ideia, contactaram a Lusa e tudo se efetivou: Uma visita muito dinâmica, em que o grupo de alunos estava ali porque tinha mesmo muito interesse em conhecer a Lusa e saber mais sobre a única agência de notícias do País. Quiseram aprender sobre Serviço Público mas também perceber como funciona a relação entre os jornalistas e os profissionais de relações públicas das instituições e empresas.

Instituto Politécnico de Abrantes 13mai25 (25 alunos + 3 professores)

 Iniciativa da professora Hália, mais uma das docentes muito envolvidas em projetos de valorização do Jornalismo e de combate à desinformação.

 

 

 


Faculdade de Psicologia - sessão 18jun25 (20 alunos)
Iniciativa de investigadores da Faculdade de Psicologia, um debate com várias valências de conhecimento dedicada ao tema da desinformação. A participação da Lusa foi no sentido de apresentar o projeto da agência no combate à desinformação, nomeadamente o projeto Iberifier, mas também na discussão sobre Jornalismo.

Uma imagem com vestuário, pessoa, interior, mobília

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Iniciativa de apoio às escolas do Seixal num projeto de criação de Jornal Escolar
(vai continuar com mais sessões)

Jornal Escolar 04dez25 (71 alunos + 15 professores)

 

 


A agência Lusa abraçou o projeto da autarquia para as escolas do Seixal, de reforçar entre os alunos (do 5.º ao 12.º ano) os conhecimentos sobre Literacia Mediática e também sobre Jornalismo.
O projeto já vinha do ano anterior, mas agora foi reforçado: Para além das visitas à Lusa e sessões de literacia para turmas, este ano os jornalistas João Pedro Fonseca e Gabriela Chagas vão dar apoio aos 'repórteres' escolares que vão construir os conteúdos do Jornal Escolar.
Este ano subordinado ao tema "Educação para todos", o jornal vai merecer agora o apoio de dois jornalistas profissionais, para ajudar os alunos a desempenharem a tarefa jornalística de recolher informação, procurar fontes credíveis, decidir que género noticioso vão utilizar (entrevista, notícia, reportagem, perfil...) e saber como se escreve com as técnicas jornalísticas.
Decorreu já a primeira sessão para ajuda na compreensão do papel do jornalista na sociedade, e vão seguir-se outros encontros para apoio ao processo de planeamento, preparação para a busca de informação e a construção dos textos, fotos e vídeos.

O desafio é enorme, mas não podia ser mais aliciante.

Jovens que conhecem o processo jornalístico serão cidadãos mais conscientes da importância da informação credível e mais críticos de muito do que recebem de forma avassaladora nas redes sociais, sem saberem quem são os seu autores, que propósitos têm, que fontes usaram.

Conhecer como se constroem as notícias fará destes jovens cidadãos mais informados, conscientes, e pilares fundamentais na construção de sociedades mais justas, tolerantes, humanas e respeitadoras. Afinal, o Jornalismo
 existe para ajudar a construir um mundo melhor. A Literacia também contribui para esse objetivo.


Escola Garcia de Orta, Porto 24nov25 (100 alunos + 4 professores)

 

 


A convite da direção da Escola Secundária Garcia de Orta, no Porto, decorreu no dia 24 de novembro uma palestra sobre literacia mediática, uma medida muito desejada pela psicóloga Cláudia Costa, a quem nem a intempérie que tornou impossível a realização da palestra no auditório da escola demoveu.

Preparada para os cerca de 100 alunos do 12.º ano, a solução foi distribuí-los por três salas e acompanhar a palestra através das imagens projetadas nos ecrãs. 

Preparada pela escola no âmbito do Projeto de Educação para a Saúde, com o propósito de informar os alunos sobre o impacto das ‘fake news’ e do populismo no quotidiano dos jovens, a iniciativa estendeu-se por quase hora e meia, cumprindo o espaço temporal combinado.

Ao contrário de anteriores iniciativas noutras escolas, um número considerável dos mais de 30 alunos na sala onde estive a falar respondeu seguir órgãos de comunicação social, quase tantos como os que responderam à pergunta se seguiam ‘influencers’ e ‘youtubers’. 

Ainda assim, foram poucas as perguntas feitas pelos alunos, uma situação causada, talvez pelo desconforto que o tema lhes possa causar. Ainda assim, um aluno quis saber qual o papel da Lusa no panorama jornalístico nacional agora que passou a ser detida a 100% pelo Estado e se estava garantida a independência da informação por parte da empresa. 

Houve lugar ainda a uma pergunta de uma professora sobre o que envolveu a participação do futebolista Cristiano Ronaldo na audiência do Presidente dos Estados Unidos, na Casa Branca, a uma comitiva da Arábia Saudita.    

Sessão apresentada pelo jornalista Jorge Fonseca (redação Norte) 

 

Sessão para oficiais da GNR do Comando Territorial do Porto

GNR Porto 26nov25 (60 oficiais)

 

 

O auditório do Hospital Santo António foi local escolhido pelo Comando Territorial do Porto da GNR para organizar, no dia 26 de novembro, a palestra conduzida pelo coordenador da Escola Lusa, João Pedro Fonseca, com o apoio do jornalista da redação do Porto Jorge Fonseca.

Durante quase três horas, chefes de Estado Maior do Comando Territorial do Porto, que estiveram acompanhados por 51 sargentos das áreas funcionais de Comando de Posto Territorial, investigação criminal, trânsito, administração, receberam dados, dicas e conselhos sobre como lidar e olhar para a informação, dessa forma combatendo, e ajudando a combater, a espiral crescente da desinformação e ‘fake news’.

Todavia, o encontro dos jornalistas com os militares da GNR do distrito do Porto foi também rico em participações, tendo havido inúmeras perguntas da plateia.
Que papel podem ter os militares da GNR para reforçar a informação credível combatendo a desinformação?
Desde logo estabelecendo pontes com os profissionais do jornalismo, que cumprem regras deontológicas e estão obrigados a trabalhar com rigor e objetividade.
O debate foi muito rico e interessante, ficando a ideia que, dado o interesse manifestado, se poderia ter prolongado a sessão por mais algumas horas...
As questões colocadas foram respondidas com recurso à experiência profissional dos dois jornalistas e com recurso a exemplos preparados e apresentados através de um ‘powerpoint’.

Durante a longa conversa foi possível perceber algum desconforto dos militares em relação à recente notícia de detenção de colegas em Beja, tendo os jornalistas sido questionados por que razão se mencionou tratarem de militares da GNR e um agente da PSP, quando se podia ter escrito apenas “agentes das forças de segurança”.

Concordando parcialmente com a observação, na lógica de que isso pode conduzir a que a opinião pública passe a olhar todos os militares da GNR como criminosos, foi referido aos presentes que a notícia da Lusa sobre o tema refere tratar-se de militares do Posto Territorial de Beja e que só por manifesta maldade da opinião pública se avançará com uma generalização.

Aos presentes foi também explicado que a comunicação social possui organismos de autorregulação e que embora as consequências, leia-se sanções disciplinares ou demissões, possam não ser publicitadas pelos órgãos de comunicação social, elas, normalmente acontecem, penalizando o infrator quando é dada razão à pessoa ou entidade ofendidas pela prática incorreta do jornalista. Poucas profissões terão um escrutínio tão vincado como a de jornalista. O que não significa que não se cometam erros. Acontecem todos os dias, infelizmente. 
A propósito da profissão, foi também abordada a questão dos jornalistas que preenchem horas e horas de espaços de opinião nas televisões. 
Foi explicado que não. Jornalistas a dizerem «eu acho isto», «eu acho aquilo», não é jornalismo. O "achismo" é uma nova moda do panorama audiovisual que tem de preencher emissões de 24 horas, sete dias por semana. Jornalismo, foi explicado, tem a ver com factos e fontes rigorosas. Jornalismo trata acontecimentos e só pode ser noticiado algo que aconteceu quando há fontes fidedignas que o comprovam. Tudo o resto pode ser entretenimento, debate, discussão, opiniões, mas não é Jornalismo. Mesmo quando é protagonizado por jornalistas.

 

Visita à Lusa das escolas do Seixal 10dez25
(42 alunos e 13 professores)

 

 

 

 

 Cefojor Angola 31jul25 (60 jornalistas)



Sessão para 30 Jornalistas Guineenses (31 de janeiro de 2025)







09 de março de 2026

João Pedro Fonseca
Coordenador da Escola Lusa
jfonseca@lusa.pt



ALGUMAS IMAGENS DOS CURSOS E DAS SESSÕES REALIZADAS: